Absolum redefine o que um Beat ’em Up deve ser (e faz isso com estilo)
Absolum reinventa o beat ’em up ao misturar combate profundo, roguelike e cooperação. Veja por que o jogo da Guard Crush é referência no gênero.
REVIEWSGAMES RETRO
1/24/2026


Introdução: Quando um Beat ’em Up resolve evoluir de verdade
Combate rápido e satisfatório, animações absurdamente bonitas, chefes que dão vontade de tentar “só mais uma vez” e uma trilha sonora que fica na cabeça. Convenhamos: o que mais um beat ’em up precisa para ser bom?
Pois é exatamente isso que Absolum, novo jogo da Guard Crush Games (sim, o mesmo estúdio de Streets of Rage 4), entrega. E não satisfeito em fazer “apenas” um excelente jogo de briga de rua, o estúdio resolveu ir além e misturar o gênero com elementos de roguelike — aquela palavrinha que assusta alguns jogadores, mas que aqui funciona surpreendentemente bem.
O resultado é um dos beat ’em ups mais interessantes, modernos e viciantes dos últimos anos.
Beat ’em Up + Roguelike: Uma Mistura que Faz Sentido
Se você torceu o nariz ao ler “roguelike”, pode ficar tranquilo. Absolum não usa esse elemento para punir o jogador, mas para ensinar, aprofundar e recompensar.
A ideia resgata a essência dos fliperamas:
Dificuldade faz parte da experiência
Errar é esperado
Aprender o jogo é o verdadeiro progresso
Cada derrota te deixa um pouco melhor. Você entende mais o combate, descobre novos segredos e começa a enfrentar chefes com aquela confiança clássica de quem já apanhou bastante — e agora sabe exatamente o que está fazendo.
A Evolução Natural dos Beat ’em Ups
O gênero beat ’em up vem se reinventando há anos. Jogos como:
Towerborne, com sistemas de RPG
River City Girls, com exploração aberta
Streets of Rage 4, com profundidade de jogo de luta
Todos tentaram modernizar a fórmula. Mas Absolum acerta em algo essencial: ele devolve ao gênero a sensação de repetição prazerosa, aquela vontade genuína de continuar jogando mesmo depois de muitas horas.
Não é só zerar e colocar na prateleira virtual. É dominar.
Combate: Simples de Começar, Difícil de Largar
Aqui está o coração de Absolum. O combate é:
Responsivo
Profundo
Extremamente satisfatório
Sistema de Sobrepressão
Um dos grandes trunfos do jogo é o sistema de sobrepressão:
Combos contínuos preenchem uma barra invisível
Quando ela estoura, o golpe final causa dano dobrado
O inimigo quebra o combo e volta para o jogo
Mas atenção: inimigos mais fortes não caem fácil. Para quebrar a defesa deles, você precisa:
Esquivar no timing certo
Usar parry com precisão
Contra-atacar no momento exato
Quando tudo encaixa, a sensação é absurda. Você não só vence — você passa por cima com estilo.
Personagens Carismáticos e Estilos Bem Definidos
Absolum oferece quatro personagens jogáveis, cada um com personalidade e gameplay próprios:
Galandra: equilibrada, versátil, mistura espada e combate corpo a corpo
Karl: força bruta, agarrões e combos no chão
Sider: especialista em combos aéreos, rápido e técnico
Brom: mago diferentão, ótimo à distância e surpreendente de perto
Nenhum personagem é genérico. Aprender a jogar com cada um deles é recompensador — e dá vontade de testar todos.
Progressão, Builds e Combinações Insanas
Inspirado em Hades, Absolum traz um sistema de progressão que realmente muda o jogo:
Hub central cheio de NPCs carismáticos
Desbloqueio de golpes, habilidades e especiais
Escolhas constantes durante cada run
Os upgrades aparecem em duplas ou trios, e você precisa escolher com cuidado. As sinergias entre habilidades criam situações absurdamente poderosas — daquelas que fazem você parar e pensar:
“Ok… isso ficou quebrado demais.”
E o melhor: cada run muda sua forma de jogar.
Exploração que Respeita a Inteligência do Jogador
Aqui Absolum dá outra aula. Nada de mapas gerados aleatoriamente. O jogo usa mapas fixos, mas com:
Múltiplas rotas
Bifurcações
Áreas secretas bem escondidas
Muitos caminhos só são descobertos depois de várias runs. E isso é ótimo. A sensação de descoberta é genuína, porque o jogo não entrega tudo de bandeja.
Quem manda aqui é o conhecimento do jogador, não o algoritmo.
Modo Cooperativo: Caos, Coordenação e Diversão Garantida
Absolum pode ser jogado inteiro em coop local ou online. E sim: fica mais fácil, mais caótico e muito mais divertido.
Além disso, o coop desbloqueia:
Eventos exclusivos
Variações de chefes
Momentos únicos que não aparecem no solo
Combinar golpes com um amigo e destruir um chefe juntos é simplesmente bom demais.
Conteúdo de Sobra e Rejogabilidade Alta
O jogo entrega:
Múltiplos finais
Histórias e quests individuais
Eventos suficientes para não se repetirem por dezenas de runs
É possível alcançar 100% com cerca de 30 horas, mas a vontade de continuar jogando vai muito além disso.
Trilha Sonora: Um Show à Parte
A trilha sonora de Absolum é coisa de outro nível, com nomes como:
Gareth Coker (Ori, Halo)
Motoi Sakuraba (Tales of)
Yuka Kitamura (Elden Ring)
Mick Gordon (DOOM)
Sério: dá vontade de abrir o jogo só para ouvir as músicas de novo.
Conclusão: Absolum não é só bom — é referência
Absolum não apenas supera expectativas. Ele redefine o que um beat ’em up moderno pode ser.
É um jogo que respeita o passado, entende o presente e aponta com confiança para o futuro do gênero. Daqueles que, daqui a alguns anos, ainda vão ser citados como exemplo.
Se você gosta de beat ’em up, cooperação, combate profundo e jogos que valorizam aprendizado e domínio, Absolum é obrigatório.


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